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Desde: 03/04/2001      Publicadas: 27      Atualização: 12/05/2012

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  12/05/2012
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EFEITO DE DIFERENTES SUBSTRATOS NO DESENVOLVIMENTO DA JUREMINHA (Desmanthus virgatus L. WILLD)

Foram testados diferentes substratos, com o objetivo de verificar os que proporcionam melhores condições para o desenvolvimento de mudas de jureminha (Desmanthus virgatus L. WILLD). O delineamento experimental utilizado foi em blocos ao acaso com cinco substratos (areia, solo, areia + solo, areia + esterco e areia + solo + esterco, sendo as combinações em proporções de 50% de cada material) em quatro repetições. O trabalho foi realizado de novembro de 2006 a dezembro de 2007, em temperatura ambiente, na Embrapa Semi-Árido, em Petrolina, PE. Foram realizadas as avaliações aos 360 dias após o plantio. Em relação ao desenvolvimento das mudas de jureminha em altura e comprimento das raízes, verificou-se que no substrato com areia + solo, as mudas apresentaram os maiores valores. O crescimento em altura das mudas foi influenciado pelos diferentes substratos analisados. Entre os substratos, o melhor foi o com areia + solo, que provocou maior crescimento das plantas e a maior produção de matéria seca.

EFEITO DE DIFERENTES SUBSTRATOS NO DESENVOLVIMENTO DA JUREMINHA (Desmanthus virgatus L. WILLD)
EFEITO DE DIFERENTES SUBSTRATOS NO DESENVOLVIMENTO DA JUREMINHA (Desmanthus virgatus L. WILLD)



1. INTRODUÇÃO

A jureminha (Desmanthus virgatus L. Willd) é uma leguminosa arbustiva, perene, de larga ocorrência a região Nordeste. A jureminha é conhecida na região Nordeste como anis-de-bode, canela-de-ema, unco-preto, pena-da-saracura e vergalho-de-vaqueiro. Atualmente são conhecidas mais de 24 spécies de jureminha (LUCKOW, 1993).
A jureminha (Desmanthus virgatus) pertence à ordem Fabales, família Leguminosae. Natural de regiões secas, distribuída em zonas tropicais e sub-tropicais, com distribuição em regiões como: África do Sul, Estados Unidos, Argentina, Índia ocidental, Ilhas de Galapagos, Havaí, França, Caribe, México, Madagascar, Peru e Brasil.
Sua rusticidade, agressividade e persistência permitem pastejo direto, podendo ser utilizada também para formação de legumineiras, banco de proteínas, ou em consórcio com gramíneas. Rica em minerais e proteína, não apresenta princípio tóxico para os animais (FIGUEIREDO et al., 2000).
Segundo MELO (2010), esta leguminosa é utilizada, principalmente como forrageira para o consumo pelos animais. Esse mesmo autor afirma que a jureminha possui alta palatibilidade, elevada taxa de crescimento e apresenta resistência ao corte e pastejo, podendo ser feitos quatro cortes por ano, dispõe de alta taxa de produção de sementes.
FIGUEIREDO et al. (2000) avaliando a caracterização químico-bromatológica de Desmanthus virgatus no brejo paraibano, obtiveram valores de MS, PB, MO, MM, FDN e FDA de 31,79; 17,00; 92,52; 7,47; 36,01 e 28,98 % para 395 dias de crescimento e de 27,72; 20,20; 92,65; 7,38; 40,28 e 26,67% para 72 dias de rebrota.
Dentre as espécies nativas que tem despertado interesse de vários pesquisadores, a jureminha (Desmathus virgatus (L) Willd) Leguminosae, Mimosoidae que segundo ALCÂNTARA & BUFARAH (1999) apresenta-se como uma forrageira, perene de porte sublenhoso (0,3 a 1,5 m), rica em proteína (até 18 % no feno), produz grande quantidade de sementes e é bastante promissora tanto para ser utilizada na agricultura como na pecuária. Porém sua utilização ainda é de forma insipiente na pecuária em pastagens naturais, cultivadas, consorciadas ou em bancos de proteínas, como na agricultura em adubação verde e como planta de cobertura.
ALVES et al. (2008) estudando a absorção e distribuição de chumbo em plantas de jureminha, detectaram reduções da matéria seca da raiz, com as doses crescentes de Pb.
FONTENELE et al. (2007) avaliando a biometria de frutos e sementes de jureminha nativas de Sergipe, observaram que o comprimento médio e a largura das vagens foram de 7,5 ± 0,4cm (33%); 0,3 ± 0,01cm (46,1%), respectivamente. O número de vagem por inflorescência foi de 3 ± 0,52 (40,56%) Os frutos apresentaram em média de 23 ± 2,4 (33%) sementes por vagem e de 26 ± 1,8 (39,5%) locos por vagem.
Este trabalho teve como objetivo testar a influência de diferentes substratos no desenvolvimento inicial da jureminha (Desmanthus virgatus L. Willd).

2. MATERIAL E MÉTODOS

O trabalho foi realizado no período de novembro de 2006 a dezembro de 2007 em temperatura ambiente na Embrapa Semi-Árido em Petrolina - PE, situada a 9° 24' 38" de latitude sul e 40° 29' 56" de longitude oeste, a uma altitude de 377 m. O clima local, pela classificação de Köppen, é do tipo semi-árido com estação chuvosa no período verão-outono. A temperatura média anual de 26°C, umidade relativa do ar com média anual de 60% e precipitação pluviométrica média anual de 391,5 mm (MOURA et al., 2007).
O delineamento experimental utilizado foi blocos ao acaso, com cinco tratamentos e quatro repetições. Os tratamentos consistiram de cinco diferentes composições para substrato, sendo: tratamento 1 (Areia, na proporção volumétrica de 100%); tratamento 2 (Solo, na proporção volumétrica de 100%); tratamento 3 (Areia + solo, na proporção volumétrica de 1:1); tratamento 4 (Areia + esterco de caprino, na proporção volumétrica de 1:1) e tratamento 5 (Solo + areia + esterco de caprino, na proporção volumétrica 1:1:1). A composição química dos substratos é apresentada na Tabela 1.
Para obtenção das mudas foram colhidos frutos de plantas adultas de jureminha (Desmanthus virgatus L. Willd) localizadas na sede da Embrapa Semi-Árido, no dia 20 de novembro de 2006. Após a colheita dos frutos, as sementes foram retiradas e secas ao sol por 48 horas e plantadas. Procedeu-se à semeadura no dia 22 de novembro de 2006. A semeadura foi efetuada em caixas de zinco medindo 34 cm x 27 cm x 9 cm, em substrato de areia lavada com profundidade média de 1,5 cm, colocando-se 100 sementes por caixa. As caixas foram irrigadas diariamente por um sistema de microaspersão instalado a 1,0 m de altura. A lâmina de água foi de 10 mm dia. A germinação ocorreu entre o oitavo e o décimo segundo dia após a semeadura. No dia 28 de dezembro de 2006, após 30 dias da germinação, as plântulas foram repicadas para os sacos plásticos com altura de 22 cm e diâmetro de 15 cm e capacidade volumétrica de 3,0 kg de cada substrato.
Os sacos foram irrigados três vezes por semana, com uma lâmina de água de 0,75 mm, distribuída por aspersão durante o período de desenvolvimento das plantas até 360 dias de crescimento. O solo utilizado no tratamento 2 foi classificado como Latossolo Vermelho-Amarelho, sendo coletado na área de caatinga da Embrapa Semi-Árido a partir de 0 a 20 cm de profundidade. A areia utilizada foi do tipo grosso, lavado, coletado no leito de riachos secos na caatinga. O esterco utilizado foi adquirido de criadores de caprinos, com tempo médio de 6 meses de cura.
Por ocasião da coleta do experimento aos 360 dias após o plantio, as plantas foram retiradas dos sacos e seccionadas em partes aéreas e sistema radicular, efetuando-se a medição da altura das plantas; diâmetro basal ao nível do solo; altura da copa; maior e menor diâmetro da copa; peso da fitomassa verde e seca da parte aérea; comprimento da raiz; maior e menor diâmetro da raiz; peso da fitomassa verde e seca da raiz e volume da raiz. Os instrumentos utilizando-se para as medições foram uma balança, uma régua milimetrada e paquímetro de precisão. O material seccionado foi acondicionado em sacos de papel e posto para secar em estufa a 60 ºC até atingir peso constante. Em seguida, determinou-se, através de balança eletrônica, o peso da massa seca, em gramas.
Efetuou-se a análise de variância dos dados obtidos e na comparação de médias utilizou-se o teste de Tukey, ao nível de 5% de probabilidade (SAS, 1999).

3. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Aos 30 dias após a germinação quando foi efetuada a repicagem, as mudas de jureminha (Desmanthus virgatus L. Willd) apresentavam as seguintes dimensões: altura da planta com média de 9,5 cm; diâmetro do caule ao nível do solo 0,1 mm, em média; altura da copa com média de 5,5 cm; maior diâmetro da copa com média de 7,3 cm; menor diâmetro da copa com média de 4,2 cm; comprimento da raiz de 6,8 cm, em média; maior diâmetro das raízes de 0,1 mm, em média e o menor diâmetro das raízes de 0,02 mm.
No final do experimento, pode-se observar que houve uma tendência de maior crescimento das plantas em relação à parte aérea nos tratamentos 2 (solo), 3 (solo + areia) e no tratamento 5 (Areia + solo + esterco). Este fato deve ter ocorrido em função da permeabilidade do substrato com solo + areia o que permitiu maior infiltração da água no substrato. Contudo a combinação da areia com o esterco no tratamento 4 não produziu esse efeito. Em relação ao desenvolvimento do sistema radicular das mudas, observa-se que o maior desenvolvimento das raízes em volume ocorreu no tratamento 3 (Solo + areia), confirmando a hipótese de que a adição da areia ao solo contribuiu para maior permeabilidade do substrato, e conseqüentemente o maior crescimento das raízes.
Quanto à altura, pode-se observar que as mudas de jureminha alcançaram médias de 74,91 e 52,95 cm, respectivamente nos tratamentos 3 e 2. A menor altura alcançada pelas mudas de jureminha foi registrada no tratamento 1 com 23,64 cm. Esses resultados para o crescimento das mudas de jureminha no substrato composto com areia são semelhantes aos obtidos por CAVALCANTI et al. (2009) em mudas de aroeira-vermelha (Schinus terebinthifolius Raddi). Contudo o efeito da combinação da areia com o solo no tratamento 3 foi maior que os obtidos por CAVALCANTI et al. (2009) em mudas de aroeira-vermelha. Pode-se observar na Tabela 2 que no tratamento 5 a combinação da areia + solo + esterco não produziu maiores incrementos na altura das mudas. A análise de variância demonstrou que não há diferença significativa entre as mudas de jureminha dos tratamentos 2 e 5, em relação à altura. Essa mesma tendência ocorreu entre os tratamentos 1 e 4. Já em função do diâmetro basal ao nível do solo, as mudas de jureminha apresentaram maior crescimento no tratamento 3 com 0,87 mm, seguido pelo tratamento 2 com 0,67 mm de diâmetro basal. A análise de variância demonstrou que não há diferença significativa entre as mudas dos tratamentos 2, 3, quanto o diâmetro basal ao nível do solo (Tabela 1).
O crescimento em altura das mudas de jureminha foi influenciado pelos diferentes substratos analisados. No tratamento 5, a combinação da areia + solo + esterco, produziu um crescimento maior que o obtido pela areia, individualmente. Contudo a presença do esterco pode ter contribuído positivamente para o crescimento das mudas. Resultados semelhantes foram obtidos por CUNHA et al. (2005) com mudas de Ipê roxo (Tabebuia impetiginosa, Mart. Ex. D.C.), quando foi utilizado esterco de bovino e de galinhas. Nos substratos contendo os compostos houve maior crescimento na altura e no diâmetro do colo das plantas. CAVALCANTI et al. (2009), também obtiveram resultados semelhantes em mudas de aroeira-vermelha (Schinus terebinthifolius Raddi) quando foi adicionado esterco ao solo e a areia. Efeitos semelhantes foram obtidos por CAVALCANTI et al. (2001) em mudas de imbuzeiro (Spondias tuberosa Arruda) com a adição de esterco no substrato.
Quanto a altura da copa, os maiores valores obtidos pelas mudas de jureminha foram de 53,42 e 35,04 cm, respectivamente, nos tratamentos 3 e 2. Essa mesma tendência ocorre em relação ao maior diâmetro da copa. Pela análise de variância não houve diferenças significativas entre o tratamento 2 e 5 quanto a altura da copa. Essa mesma tendência ocorreu para o maior diâmetro da copa entre os tratamentos 1 e 4.
O maior peso da fitomassa verde das mudas de jureminha foi obtido no tratamento 3 com uma média de 92,93 g/planta, seguido pelo tratamento 2 com média de 79,03 g/planta. O menor valor para fitomassa verde foi observado no tratamento 4 com 21,54 g/planta, seguido pelo tratamento 1 com 27,45 g/planta. A análise de variância demonstrou que não há diferença significativa entre as mudas dos tratamentos 2 e 5, quanto o peso da fitomassa verde.
Quanto à produção de matéria seca houve maior incremento nos tratamentos 3, 2 e 5 com uma variação de 29,54 g/planta no tratamento 3 e 8,73 g/planta de matéria seca no tratamento 1. A análise de variância demonstrou que não há diferença significativa entre as mudas dos tratamentos 2 e 5, quanto o peso da matéria seca.


Tabela 1. Altura da planta (A), diâmetro basal ao nível do solo (Db), altura da copa (Ac), maior diâmetro da copa (Mdc), menor diâmetro da copa (Ndc), peso da fitomassa verde (Pv) e peso da fitomassa seca (Ps) da jureminha (Desmanthus virgatus L. Willd) em diferentes substratos.



Parte aérea (Caule + folhas)

------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Tratamentos A Db Ac Mdc Ndc Pv Ps
(cm) (mm) (cm) (cm) (cm) (g) Cg)
-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
1 (Areia) 23,64c1 0,32c 19,21c 25,52d 18,96c 27,45c 8,73c
2 (Solo) 52,95b 0,67a 35,04b 70,18a 43,79a 79,03b 25,12b
3 (Areia + solo) 74,91a 0,87a 53,42a 40,79c 28,31c 92,93a 29,54a
4 (Areia + esterco) 28,11c 0,60b 21,50c 26,63d 15,35d 21,54c 6,84c
5 (Areia+solo+ esterco) 50,15b 0,55c 32,11b 58,02b 53,02b 70,30b 22,34b
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Média 45,95 0,60 32,25 44,23 28,12 58,25 18,51
-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
CV (%) 14,23 19,45 11,17 10,02 15,93 8,37 8,89
---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
(1) Médias seguidas de mesma letra minúscula nas colunas não diferem entre si a 5% de probabilidade pelo teste de Tukey.

Em relação ao desenvolvimento do sistema radicular das mudas de jureminha, verificou-se que nos tratamentos 3 (Areia + solo) e 2 (solo) as mudas apresentaram os maiores valores em termos de comprimento da raiz (61,79 e 46,98 cm), respectivamente. O crescimento das raízes no substrato composto com areia + solo pode ter ocorrido em função da presença da areia que permitiu maior permeabilidade da água no substrato (Tabela 2).
Nos tratamentos 1 e 4, foram registrados os menores valores para comprimento das raízes. Este fato pode ter ocorrido em função da ausência de nutrientes no substrato 1, composto unicamente com areia, contudo a combinação da areia com o esterco no substrato 4, não produziu efeito no crescimento das raízes. As raízes das mudas no tratamento 1 e 4 alcançaram 27,37 e 30,47 cm, respectivamente. De acordo com a análise de variância, não houve diferenças significativas entre o tratamento 2, 3 e 5, quanto o comprimento das raízes.
Em relação ao maior diâmetro das raízes, os maiores valores foram obtidos pelas mudas do tratamento 2 (0,67 cm), seguido pelas raízes das mudas do tratamento 3 (0,50 cm). Os menores valores para o diâmetro das raízes foram registrados no tratamento 1 com 0,39 cm. CAVALCANTI et al. (2009) também obtiveram resultados semelhantes para o volume da raiz de aroeira-vermelha (Schinus terebinthifolius Raddi) utilizando substrato composto com areia. Pela análise de variância, não houve diferenças significativas entre o tratamento 2, 3, 4 e 5, quanto ao maior diâmetro das raízes.
Os maiores peso da fitomassa verde das raízes das mudas de jureminha foram observados nos tratamentos 2 e 3, com 6,04 e 5,80 g/planta, respectivamente. O menor valor para fitomassa verde das raízes foi observado no tratamento 4 com 2,18 g/planta. De acordo com a análise de variância, não houve diferenças significativas entre o tratamento 2 e 3, quanto ao peso da fitomassa verde das raízes.
Em termos de volume do sistema radicular das mudas de jureminha no tratamento 3 (Areia + solo) foi registrado um volume médio das raízes de 8,41 cm³. O segundo maior volume foi registrado no tratamento 2 com 6,02 cm³. O menor volume de raízes foi registrado no tratamento 1 (Areia) com 1,96 cm³. De acordo com a análise de variância, não houve diferenças significativas entre o tratamento 1 e 4, quanto ao volume das raízes.


Tabela 2. Comprimento da raiz (C), diâmetro da raiz (D), peso da fitomassa verde da raiz (Pv), peso da fitomassa seca da raiz (Ps) e volume da raiz (V) da jureminha (Desmanthus virgatus L. Willd) em diferentes substratos.

Dimensões do sistema radicular
---------------------------------------------------------------------------------------------------------
C Diâmetro (cm) Pv Ps V
Tratamento (cm) (Maior) (Menor) (g) (g) (cm3)
-----------------------------------------------------------------------------------------------------------
1 (Areia) 27,37b 0,39b 0,010a 2,50c 1,51b 1,96d
2 (Solo) 46,98a 0,67a 0,015a 6,04a 2,13a 6,02b
3 (Areia + solo) 61,79a 0,50a 0,015a 5,80a 2,70a 8,41a
4 (Areia + esterco) 30,47b 0,44a 0,010a 2,18c 1,64b 2,20d
5 (Areia+solo+ esterco) 40,36a 0,48a 0,015a 4,30b 1,36a 4,84c
----------------------------------------------------------------------------------------------------------
Média 41,39 0,49 0,013 4,16 1,86 4,69
---------------------------------------------------------------------------------------------------------
CV (%) 29,55 23,07 34,40 8,32 9,56 8,65
(1) Médias seguidas de mesma letra minúscula nas colunas não diferem entre si a 5% de probabilidade pelo teste de Tukey.


4. CONCLUSÕES

A combinação da areia com o solo forneceu as melhores condições de crescimento das mudas de jureminha. Essa combinação melhorou as condições físicas do substrato, como aeração e drenagem, que contribuíram para a maior produção de matéria seca das plantas.
O efeito da combinação da areia com o solo foi fundamental no desenvolvimento do sistema radicular das mudas de jureminha.

5. REFERÊNCIAS

ALVES, J. C.; SOUZA, A. P.; PÔRTO, M. L.; ARRUDA, J. A.; TOMPSON JÚNIOR, U. A.; SILVA, G. B.; ARAÚJO, R. C.; SANTOS, D. Absorção e distribuição de chumbo em plantas de vetiver, jureminha e algaroba. Revista Brasileira de Ciência de Solo, 32:1329-1336, 2008.

ALCÂNTARA, P. B.; BUFARAH, G. Plantas forrageiras: gramíneas e leguminosas. São Paulo: Nobel, 1999. 150 p.

CAVALCANTI, N. B. Emergência e crescimento de plântulas de umbuzeiro (Spondias tuberosa Arr. Cam.) em diferentes substratos / Nilton de Brito Cavalcanti, Geraldo Milanez de Resende, Luiza Teixeira de Lima Brito. ------ Petrolina, PE: Embrapa Semi-Árido, 2001. 21 p.: il.; 22 cm. ------ (Embrapa Semi-Árido. Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento; 58).

CAVALCANTI, N. B.; BRITO L. T. L. Efeito de diferentes substratos no desenvolvimento de aroeira-vermelha (Schinus terebinthifolius Raddi). Engenharia Ambiental - Espírito Santo do Pinhal, v. 6, n. 3, p. 320-332, set /dez 2009.

CUNHA, A. O.; ANDRADE, L. A.; BRUNO, R. L. A.; SILVA, J. A. L.; SOUZA, V. C. Efeitos de substratos e das dimensões dos recipientes na qualidade das mudas de Tabebuia impetiginosa (Mart. Ex D.C.) Standl. Revista Árvore, Viçosa, v.29, p.507-516, 2005.

FIGUEIREDO, M. V.; GUIM, A., PIMENTA FILHO, E. C., SARMENTO, J. L. R., ANDRADE, M. V. M., PINTO, M. S. C., LIMA, J. A. Avaliação da composição bromatológica e digestibilidade "in vitro" do feno de Desmanthus virgatus. In.: Reunião anual da sociedade brasileira de zootecnia, 37, Viçosa-MG, Anais...Viçosa: SBZ, p.29, 2000a.

FONTENELE, A. C. F.; ARAGÃO, W. M.; RANGEL, J. H. A. Biometria de frutos e sementes de Desmanthus virgatus (L) Willd Nativas de Sergipe. Revista Brasileira de Biociências, Porto Alegre, v. 5, supl. 1, p. 252-254, jul. 2007.

LUCKOW, M. Generic Relationships in the Dichrostachys Group (Leguminosae: Mimosoideae): Evidence from Chloroplast DNA Restriction Sites and Morphology. Systematic Botany, Vol. 22, No. 2 (Apr. - Jun., 1997), pp. 189-198

MELO, R. S. S. Jureminha (Desmanthus virgatus). Disponível em: < http: www.cca.ufpb.br/lavouraxerofila/pdf/jureminha.pdf>. Acesso em 27 de fevereiro de 2010>
MOURA, M. S. B. de; GALVINCIO, J. D.; BRITO, L. T. de L.; SILVA, A. de S.; SÁ, I. I. de; LEITE, W. de M. Influência da precipitação pluviométrica nas áreas de captação de água de chuva na Bahia. In.: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE CAPTAÇÃO E MANEJO DE ÁGUA DE CHUVA, 6., 2007, Belo Horizonte. Água de chuva: pesquisas, políticas e desenvolvimento sustentável: Anais.... Belo Horizonte: UFMG, 2007. 1 CD-ROM.

SAS Institute. User´s guide: Version 8. North Carolina: SAS Institute Inc., 1999. 319p.






  Autor:   Nilton de Brito


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27/10/2005 - Artigos - Escassez e desperdício de água de chuva em comunidades do semi-árido do Nordeste
RESUMONo semi-árido do Nordeste brasileiro, a água é o principal obstáculo para a sobrevivência dos agricultores e animais. A vulnerabilidade a que estão expostas as populações rurais, em decorrência da instabilidade climática é dramatizada pelos períodos de seca que ocorrem, em média, a cada cinco anos. Este trabalho teve como objetivo fazer um l...
27/10/2005 - Artigos - Regeneração natural e dispersão de sementes do imbuzeiro (spondias tuberosa arruda) no sertão de Pernambuco
RESUMO O imbuzeiro (Spondias tuberosa Arruda) é uma fruteira nativa do Nordeste, cujos frutos servem de alimento para as populações rurais, animais domésticos e silvestres. Contudo, tem-se observado à ausência de plantas jovens em seu ambiente natural, cuja causa tem sido atribuída em sua maioria à dificuldade que as sementes do imbuzeiro ...
28/10/2005 - Artigos - Utilização do mandacaru (Cereus jamacaru P. DC.) pelos pequenos agricultores na alimentação de caprinos no Nordeste semi-árido
RESUMO Para avaliar o consumo de mandacaru por caprinos no período de seca na caatinga, foram selecionados ao acaso 12 animais na comunidade de Alto do Angico, Petrolina, PE, no período de agosto a novembro de 2003. Foi determinada a fitomassa do mandacaru (Cereus jamacaru P. DC.) e a porção consumida pelos animais no período de suplemen...
27/10/2005 - Artigos - Danos causados as plantas jovens do imbuzeiro (Spondias tuberosa Arruda) pelo Tatu-peba (Euphractus sexcintus)
RESUMO Nas caatingas do Nordeste, o imbuzeiro é uma planta de grande importância para fauna e flora da região. Os frutos do imbuzeiro são colhidos pelos pequenos agricultores que os vendem para consumo in natura e/ou para o processamento de doces e geléias. No período da safra do imbuzeiro, a colheita de frutos é a principal fonte de renda e d...
27/10/2005 - Artigos - Riscos de extinção do imbuzeiro (spondias tuberosa arruda) no semi-árido do Nordeste
RESUMO O trabalho foi realizado no período de novembro de 2000 a junho de 2003 como o objetivo de verificar a ocorrência Amblycerus díspar em sementes e a existência de plantas jovens em de imbuzeiro em seu ambiente natural, na Estação Experimental da Caatinga, EMBRAPA Semi-Árido, Petrolina - PE. Em cada estado, foram selecionadas ao...
27/10/2005 - Artigos - Mamãozinho-de-veado, alimento para os animais na seca
Resumo O mamãozinho-de-veado (Jacaratia corumbensis O. kuntze) é um pequeno arbusto que têm como raiz principal, um grande xilopódio que serve para alimentar os animais na seca. Este trabalho teve como o objetivo de verificar o nível de utilização do mamãozinho-de-veado pelos agricultores no período de seca em comunidades da região semi-ár...



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