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Imbu Brasil
Desde: 03/04/2001      Publicadas: 27      Atualização: 12/05/2012

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  01/10/2005
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Danos causados a floração do imbuzeiro (Spondias tuberosa Arruda) pelo cascudo (Philoclaenia sp.)

Resumo



Na primeira quinzena de agosto a setembro, quando ocorrem as primeiras chuvas de verão, modificam-se a temperatura e a umidade relativa do ar, acelerando o metabolismo das plantas de imbuzeiro com o aparecimento dos primeiros brotos, flores e folhas. É neste período que ocorre o ataque de pragas, causando a queda das flores, das folhas novas e dos frutos em formação. O objetivo deste trabalho foi identificar que insetos estavam causando danos a floração do imbuzeiro. Para realização desse estudo, foram selecionadas ao acaso, algumas plantas de imbuzeiro nas comunidades de Fazenda Saco no município de Jaguarari e Lagoa do Meio no município de Juazeiro no estado da Bahia. O trabalho foi realizado no período de agosto a outubro de 2003. Em cada comunidade foi realizado um acompanhamento com visitas a cada 5 dias as plantas selecionadas para identificação a existência de danos causados por insetos a brotação e floração do imbuzeiro e para capturas de insetos para identificação. Para o acompanhamento dos danos provocados pelos insetos as plantas, as observações tiveram início antes do nascer do sol, por volta das 4 horas da manhã, pois, com os primeiros raios do sol, os insetos se alojavam no solo e embaixo de pedras e troncos, por serem insetos de hábitos noturnos. Os insetos capturados foram identificados, verificando-se que se tratava de um pequeno coleóptero da família Scarabaeidae, gênero Philoclaenia sp., medindo, aproximadamente 8,89 mm de comprimento e 3,24 mm de largura, de coloração marrom clara que voa, em geral, ao crepúsculo ou durante a noite, e causa danos aos ramos novos e inflorescências de algumas plantas.

Danos causados a floração do imbuzeiro (Spondias tuberosa Arruda) pelo cascudo (Philoclaenia  sp.)
Introdução



Segundo Duque (1980), o imbuzeiro perde as folhas logo depois do inverno, e assim evita a transpiração e perda de água. Esse processo ocorre num período, médio de 43 dias, que corresponde ao início do verão, ficando as plantas em estado de dormência vegetativa, contudo seus os xilopódios estão cheios de reservas nutritivas o que garante a sobrevivência da planta e sua floração e frutificação.

Na primeira quinzena de agosto a setembro, quando ocorrem as primeiras chuvas de verão, modificam-se a temperatura e a umidade relativa do ar, acelerando o metabolismo da planta com o aparecimento das primeiras flores e folhas. É neste período que ocorre o ataque de pragas, causando a queda das flores, das folhas novas e dos frutos em formação. Este ataque acontece normalmente à noite, quando ocorre a abertura das flores do imbuzeiro, o que, segundo Pires e Oliveira (1986) se dá durante a madrugada, da hora zero às quatro, ocorrendo o pico de abertura às duas horas da madrugada.


O objetivo deste trabalho foi identificar que insetos estavam causando danos a floração do imbuzeiro.



Material e Métodos



Para realização desse estudo, foram selecionadas ao acaso, 17 plantas de imbuzeiro nas comunidades de Fazenda Saco no município de Jaguarari e Lagoa do Meio no município de Juazeiro no estado da Bahia. O trabalho foi realizado no período de agosto a outubro de 2003. Em cada comunidade foi realizado um acompanhamento com visitas a cada 5 dias as plantas selecionadas para identificação a existência de danos causados por insetos a brotação e floração do imbuzeiro e para capturas de insetos para identificação.



Resultados e Discussão



Para o acompanhamento dos danos provocados pelos insetos as plantas, as observações tiveram início antes do nascer do sol, por volta das 4 horas da manhã, pois, com os primeiros raios do sol, os insetos se alojavam no solo e embaixo de pedras e troncos, por serem insetos de hábitos noturnos.


Após a captura, os insetos foram identificados no Laboratório de Entomologia da EMBRAPA- CPATSA, verificando-se que se tratava de um pequeno coleóptero da família Scarabaeidae, gênero Philoclaenia sp., medindo, aproximadamente 8,89 mm de comprimento e 3,24 mm de largura, de coloração marrom clara que voa, em geral, ao crepúsculo ou durante a noite, e causa danos aos ramos novos e inflorescências de algumas plantas.


O cascudo (Philoclaenia sp.) foi encontrado inicialmente na comunidade de Lagoa do Saco, município de Jaguarari, BA; nessa comunidade, esse inseto é conhecido como "Cascudo", e ataca os ramos novos dos imbuzeiros, destruindo-lhes as inflorescências e as folhas novas, e, em algumas plantas, provocando a queda dos pequenos frutos recém-formados, ou causando lesões em sua casca. Na comunidade de Lagoa do Meio (Juazeiro, BA), 97% das plantas de imbuzeiro foram atacadas pelo cascudo no período de avaliação.


Como logo após a emissão de botões florais e da fecundação surgem os primeiros frutos e as primeiras folhas do imbuzeiro, o ataque do cascudo que ocorre neste período, danifica toda a inflorescência das plantas de imbuzeiro.


Os danos causados à floração do imbuzeiro pelo cascudo estão relacionados diretamente com os botões florais, flores, primeiros frutos e as folhas novas, os quais são totalmente destruídas pelo inseto.


Conclusões


O cascudo (Philoclaenia sp) causa danos na floração e na frutificação do imbuzeiro, retardando a safra em decorrência da queda da floração inicial e uma diminuição significativa na produção.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


DUQUE, G. O Nordeste e as lavouras xerófilas. 3 ed. Mossoró: Fundação Guimarães Duque, 1980. 316p., il. (Coleção Mossoroense, 142).


PIRES, I.E.; OLIVEIRA, V.R. Estrutura floral e sistema reprodutivo do umbuzeiro. Petrolina, PE. Embrapa - CPATSA, 1986. 2p. (Embrapa. CPATSA. Pesquisa em Andamento, 50).


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