| Login | Crie o seu Jornal Online FREE!

Imbu Brasil
Desde: 03/04/2001      Publicadas: 27      Atualização: 12/05/2012

Capa |  Artigos  |  Artigos publicados


 Artigos publicados
  01/10/2005
  0 comentário(s)


Emergência e sobrevivência de plântulas de imbuzeiro ( Spondias tuberosa ARRUDA) na caatinga
RESUMO





A região semi-árida do Nordeste tem como característica principal, a escassez de recursos naturais, com destaque para a água. Contudo, algumas plantas, entre estas, o imbuzeiro (Spondias tuberosa Arruda) conseguem sobreviver e produzir, mesmo nas mas adversas áreas da região. Os frutos e sementes do imbuzeiro são fontes de alimento para os habitantes e animais. Todavia, a ocorrência de plântulas de imbuzeiro é pouco registrada. Este trabalho teve como objetivo fazer um levantamento da ocorrência e sobrevivência de plântulas de imbuzeiro na caatinga.


Emergência e sobrevivência de plântulas de imbuzeiro ( Spondias tuberosa ARRUDA) na caatinga
INTRODUÇÃO





A região semi-árida do Nordeste tem como característica principal, a escassez de recursos naturais, com destaque para a água. Contudo, algumas plantas, entre estas, o imbuzeiro (Spondias tuberosa Arruda) conseguem sobreviver e produzir, mesmo nas mas adversas áreas da região. Os frutos e sementes do imbuzeiro são fontes de alimento para os habitantes e animais silvestres. Todavia, a ocorrência de plântulas de imbuzeiro é pouco registrada o que põem em risco a sobrevivência desta planta e a sua contribuição para os habitantes e animais que tem no imbuzeiro, uma fonte de alimentos de grande importância, principalmente nos períodos de seca. As famílias da zona rural do Nordeste aproveitam o fruto do imbuzeiro de diversas formas, tais como, na forma de suco, doce, imbuzada, licor, xarope, geléia, etc. (Mendes,1990). Os animais silvestres, como, o tatu china, o caititu, o veado, a ema, a raposa, o tatu-peba, alimentam-se dos frutos e brotos. Por outro lado, no período da floração, as flores são fonte de alimentos para inúmeras abelhas nativas, vespas e pássaros. No entanto, são poucas ou nenhuma planta nova de imbuzeiro encontrada na caatinga. Embora nas plântulas de imbuzeiro, aos 30 dias após a emergência a raiz principal atinge um comprimento em torno de 12 cm e um diâmetro na porção tuberculada de 20 mm (Lima, 1994). Este xilopódio ou túbera é um sustentáculo para a sobrevivência da plântula, mesmo assim, poucas conseguem sobreviver ao período de seca e chegar a próxima estação chuvosa como uma muda com condições de desenvolvimento. Essas plântulas, na maioria dos casos, são consumidas por animais silvestres ou ainda na estação chuvosas, atacadas severamente por lagartas que as destroem completamente. Este trabalho teve como objetivo fazer um levantamento da ocorrência e sobrevivência de plântulas de imbuzeiro na caatinga.






MATERIAL E MÉTODOS





O trabalho foi realizado de janeiro de 2001 a março de 2004 em 37 plantas nativas, selecionadas ao acaso em uma área de caatinga na Embrapa Semi-Árido, em Petrolina - PE. Em cada planta foram demarcados aleatoriamente quatro quadrantes de 1 m2 abaixo da copa para contagem da emergência e sobrevivência das plântulas. As observações foram realizadas a cada 15 dias na estação chuvosa e 30 dias na seca. Foi instalado um pluviômetro na área do experimento para obtenção dos valores da precipitação ocorrida durante o período de avaliação.





RESULTADOS E DISCUSSÕES





No primeiro ano a precipitação registrada foi de 357,89 mm com a ocorrência de 2,58 plântulas.m-2, em média, por planta-mãe na estação chuvosa. No final do período de estiagem, as plântulas não sobreviveram.



No segundo ano, a precipitação foi de 428,78 mm, foram registradas 3,54 plântulas.m-2, em média, por planta-mãe. As plântulas recrutadas no início da estação chuvosa, não sobreviveram ao período de estiagem.



No terceiro ano, a precipitação acumulada foi de 327,34 mm com a ocorrência de 2,39 plântulas.m-2, em média, por planta-mãe na estação chuvosa. No final do período de estiagem, sobreviveram duas plântulas que foram recrutadas para o estádio juvenil na estação chuvosa subseqüente, porém, essas foram consumidas por animais silvestres. Na estação chuvosa de 2004 (janeiro a março) a precipitação acumulada foi de 829,32 mm, com a ocorrência de 57,89 plântulas.m-2, em média, por planta-mãe.





CONCLUSÕES





O estádio plântula é o mais crítico para a sobrevivência e o desenvolvimento do imbuzeiro na caatinga.


O maior volume de precipitação contribuiu significativamente para uma maior taxa de germinação e emergência de plântulas de imbuzeiro.





REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS





LIMA, R. S. Estudo Morfo-anatômico do sistema radicular de cinco espécies arbóreas de uma área de Caatinga do município de Alagoinha-PE. Recife, UFRPE, 1994. 103 p. (Tese Mestrado).


MENDES, B. V. Umbuzeiro (Spondias tuberosa Arr. Cam.): importante fruteira do semi-árido. Mossoró. ESAM, 1990. 66p. il. (ESAM. Coleção Mossoroense, Série C - v. 554). MORAES, M. A. C. Métodos para avaliação sensorial dos alimentos. 5. Ed. Campinas: UNICAMP, 1985. 89p.




  Mais notícias da seção Artigos no caderno Artigos publicados
27/10/2005 - Artigos - Alimentação dos animais na seca
Resumo Na região semi-árida do Nordeste as irregularidades das chuvas têm contribuído para que os sistemas de exploração dos pequenos agricultores não alcancem resultados satisfatórios com implicações severas para as condições de renda e, conseqüentemente, de vida, desses agricultores. O rebanho de caprinos, predominante na região, vive em ...
27/10/2005 - Artigos - A frutificação do imbuzeiro na região semi-árida de Pernambuco
RESUMO O imbuzeiro é uma fruteira nativa das caatingas nordestinas de grande importância para as populações rurais e animais silvestres da região. Contudo, sua frutificação ocorre no período de julho a dezembro, normalmente de seca. Neste período o imbuzeiro perde as folhas, entra em dormência vegetativa, inicia a brotação, a floração e no final...
28/10/2005 - Artigos - Uso da túbera do imbuzeiro (Spondias tuberosa Arruda) para o consumo humano
RESUMO Este trabalho teve como objetivo produzir e testar à aceitação de três formas de picles do xilopódio do imbuzeiro, obtidos de plantas aos 120 dias de crescimento visando à possibilidade do seu aproveitamento como alternativa alimentar e fonte de complementação da renda dos pequenos agricultores da região semi-árida do Nordeste. O trabalho f...
27/10/2005 - Artigos - Consumo de folhas de imbuzeiro (Spondias tuberosa Arruda) por caprinos no semi-árido de Pernambuco
RESUMO Para avaliar o consumo de folhas do imbuzeiro por caprinos e ovinos, foram selecionadas 25 plantas em uma área submetida a pastejo contínuo. Foi determinada a área foliar total e a porção consumida pelos animais no período de outubro a julho de 1999 a 2000. Nas folhas verdes, o percentual de matéria seca (MS) foi de 16,13% e 18,07% de ...
27/10/2005 - Artigos - A colheita de frutos do imbuzeiro na região semi-árida do Nordeste
RESUMO A agricultura familiar da região semi-árida do Nordeste brasileiro tem sua sustentabilidade na exploração de culturas de subsistência (milho, feijão e mandioca) e, principalmente na criação extensiva de caprinos e ovinos. Os pequenos agricultores desta região convivem com uma situação bastante peculiar quanto às fontes de ren...
27/10/2005 - Artigos - Crescimento e sobrevivência de plantas de imbuzeiro (Spondias tuberosa Arruda) na caatinga
RESUMOO imbuzeiro (Spondias tuberosa Arruda) é uma planta adaptada as condições da região semi-árida do Nordeste, de grande importância socioeconômica. É uma espécie frutífera pouco cultivada, porém com grande potencial para produção em escala comercial. Seu fruto é consumido, na maior parte, in natura e transformado em polpa, doces, geléias, etc. ...



Capa |  Artigos  |  Artigos publicados
Busca em

  
27 Notícias