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Imbu Brasil
Desde: 03/04/2001      Publicadas: 27      Atualização: 12/05/2012

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  01/10/2005
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Crescimento e sobrevivência de plantas de imbuzeiro (Spondias tuberosa Arruda) na caatinga

RESUMO





O imbuzeiro (Spondias tuberosa Arruda) é uma planta adaptada as condições da região semi-árida do Nordeste, de grande importância socioeconômica. É uma espécie frutífera pouco cultivada, porém com grande potencial para produção em escala comercial. Seu fruto é consumido, na maior parte, in natura e transformado em polpa, doces, geléias, etc. Contudo, devido ao seu crescimento lento, tem sido pouco cultivada. Este trabalho teve como objetivo acompanhar o crescimento e a sobrevivência de plantas de imbuzeiro na caatinga.

Crescimento e sobrevivência de plantas de imbuzeiro (Spondias tuberosa Arruda) na caatinga
INTRODUÇÃO





O imbuzeiro (Spondias tuberosa Arruda) é uma planta adaptada as condições da região semi-árida do Nordeste, de grande importância socioeconômica. Segundo Mendes (1990), o imbuzeiro desempenha um papel social muito importante para as populações rurais da região, fornecendo frutos saborosos e nutritivos e túberas radiculares doces e ricas em água. Contudo, devido ao seu crescimento lento, tem sido pouco cultivada. Drumond et. al. (2001) estudando o desenvolvimento inicial do imbuzeiro, constatou que aos 12 e 40 meses de crescimento houve um incremento médio de 22 cm/ano, o que, segundo o mesmo autor, evidencia o crescimento lento desta espécie. Este trabalho teve como objetivo acompanhar o crescimento e a sobrevivência de plantas de imbuzeiro na caatinga.





MATERIAL E MÉTODOS





O trabalho foi realizado em uma área de caatinga na Embrapa Semi-Árido, em Petrolina " PE, de junho de 1999 a março de 2004. Foram utilizadas 400 plantas com idade de 1 a 5 anos, provenientes de sementes coletadas em 5 plantas-mãe, selecionadas ao acaso na caatinga. O delineamento experimental consistiu de 10 tratamentos com 4 repetições. Anualmente foram mensuradas as seguintes variáveis: altura e diâmetro basal da planta; altura, maior e menor diâmetro da copa; peso da massa verde; número, tamanho, diâmetro e peso dos xilopódios; taxa de sobrevivência; e ocorrências fonológicas. Efetuou-se a análise de variância dos dados obtidos e na comparação de médias usou-se o teste de Tukey, ao nível de 5% de probabilidade, utilizando-se o SAS (SAS Institute, 1990).






RESULTADOS E DISCUSSÃO





No primeiro ano, a altura e o diâmetro basal das plantas foram, em média, de 0,88 m e 1,6 cm, respectivamente. Essa altura das plantas é maior que a obtida por Drumond et. al. (2001) aos 12 e 40 meses de crescimento. A altura média da copa foi de 45,56 cm. O maior diâmetro da copa foi de 9,99 cm e o menor de 7,12 cm. O peso de massa verde foi de 0,44 kg para as folhas e de 0,65 kg para os galhos. As plantas apresentaram, em média, dois xilopódios.



No quinto ano, a altura média foi de 1,06 m e o diâmetro basal de 4,53 cm. A altura média da copa foi de 60,74 cm. O diâmetro maior da copa foi de 1,49 m e o menor de 1,18 m. O peso de massa verde foi de 1,03 kg para as folhas e 4,3 kg para os galhos. As plantas apresentaram 17,4 xilopódios, em média. Ocorreu queda de folhas nas estações secas.



A sobrevivência foi de 96,75 e 100% no primeiro e quinto ano, respectivamente. Esse percentual de sobrevivência corrobora com Drumond et. al. (2001) de que o imbuzeiro apresenta um grande rusticidade e capacidade de sobrevivência na caatinga.





CONCLUSÕES





No primeiro ano, o desenvolvimento do imbuzeiro é lento, todavia há um incremento significativo no crescimento das plantas a partir do segundo ano.

A sobrevivência do imbuzeiro ocorre devido a sua capacidade de adaptação as condições adversas do semi-árido, contudo, no primeiro ano, as plantas ainda estão susceptíveis com a ocorrência de algumas mortes.

Há uma formação crescente de xilopódios nas plantas, a partir do segundo ano o que favorece seu crescimento e sobrevivência.






REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS





MENDES, B. V. Umbuzeiro (Spondias tuberosa Arr. Cam.): importante fruteira do semi-árido. Mossoró. ESAM, 1990. 66p. il. (ESAM. Coleção Mossoroense, Série C. 554).





DRUMOND, M. A.; NASCIMENTO, C. E. S.; MORGADO, L. B. Desenvolvimento inicial do umbuzeiro (Spondias tuberosa ARRUDA) no semi-árido pernambucano. In.: SIMPÓSIO SOBRE CAPTAÇÃO DE ÁGUA DE CHUVA NO SEMI-ÁRIDO BRASILEIRO, 3., 2001, Petrolina, PE. A captação de água de chuva e cultivos apropriados ao semi-árido " Anais. Campina Grande, PB: Embrapa Semi-Árido/IRPAA/IRCSA, 2001. (CD-Rom).





STATISTICAL ANALYSIS SYSTEM INSTITUTE. SAS language guide for personal, computers: release 6.2. ed. Cary, NC. 1990. 319p.


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